quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ainda a pouco era apenas uma estrela. Daquelas que brilham, que iluminam a quem está por perto. Uma pequena estrela num grande universo, num universo que não olhava para ela, que não a notava, que não entendia seu cansaço em brilhar tanto. Um universo que a condenava por não cumprir seu trabalho diariamente, por cansar de brilhar, e se apagar as vezes. O universo a obrigava a trabalhar, a brilhar, a brilhar para os outros, e não se importava se dentro dela o brilho já havia se apagado ha muito tempo, pra ele, o que importava era seu brilho exterior, sua aparência e o quanto ela conseguia fingir um brilho natural. Assim é a vida das estrelas, elas podem explodir, podem se consumir em sua própria dor, ou podem brilhar por anos e anos, até onde aguentarem...

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