domingo, 24 de novembro de 2013

Peguei o copo de bebida, os meus olhos passeando sobre a transparência do líquido enquanto eu fazia algo como um ritual, um ritual de pensamentos, desejando que eles se assustassem, que eles soubessem que eu iria liberar o monstro, que eles fossem embora após o primeiro gole. O maior problema é o sentimento que me vem depois, é o que me destrói toda vez que me embebedo. Uma revolta contida, inexistente ou inviável a minha vida, uma dor calada, que fala por metáforas inconclusivas, um amor daqueles tão pífios, que não me despertam nada.
E após isso, eu tomo o primeiro gole.

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